quinta-feira, 14 de junho de 2018

XIV SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE HTLV NO BRASIL - 2018



Prezados,

O Grupo Vitamóre em parceria com o Ministério da Saúde realizará um Simpósio Satélite (vídeo conferência) no dia 28 de agosto, durante o Simpósio Internacional sobre HTLV no Brasil, que acontecerá em Belém do Pará, em horário ainda há ser definido, para que a sociedade civil e portadores do vírus HTLV, possam interagir, tirar dúvidas e fazerem perguntas aos Pesquisadores/Palestrantes do Simpósio.


Visando o sucesso do nosso evento, precisamos que cada um de vocês nos informe a cidade/Estado onde moram, pois o Ministério da Saúde viabilizará o local/sala e toda infraestrutura necessária (telão, uma boa internet).

Também vamos precisar que pelo menos um portador de cada Estado, seja nosso contato direto para acerto de detalhes e divulgação.

Esperamos contar com a colaboração e interesse de todos.

Contato: Sandra Do Valle
E-mail: contato@vitamóre.com.br
WhatsApp: (21) 97911.3381

sexta-feira, 8 de junho de 2018

INSS OFERECE CURSOS GRATUITOS DE DIREITO E DEVERES PREVIDENCIÁRIOS



INSS oferece cursos gratuitos à população sobre direitos e deveres previdenciários

Inscrições para
Publicado: Última modificação: 

O site da Escola Virtual do PEP abrirá inscrições para cursos gratuitos à distância para a população que quiser saber mais sobre os direitos dos trabalhadores filiados ao RGPS (Regime Geral da Previdência Social). Serão oferecidas mil vagas em cada curso.
Confira as ofertas:
CursoCarga Horária InscriçãoRealização
Pensão por Morte2h4 a 17 de junho25 a 29 de junho
Aposentadorias pelo INSS5h4 a 17 de junho25 a 29 de junho
Salários (maternidade e família)3h2 a 15 de julho23 a 27 de julho
Contribuinte Individual5h2 a 15 de julho23 a 27 de julho
Para se inscrever, basta acessar o site da Escola Virtual do PEP, realizar o cadastro em “acessar”, no canto superior direito da página, e fazer a inscrição no curso desejado.
No caso de dúvidas sobre os cursos, basta enviar e-mail para pep@inss.gov.br.
PEP
O PEP é um programa social do Governo Federal e um dos instrumentos mais importantes no processo da inclusão social e fortalecimento da cidadania no Brasil. Foi instituído pela Portaria Ministerial nº 1.671, em 15 de fevereiro do ano 2000.
O objetivo do programa é criar uma cultura previdenciária em todo Brasil de forma que os trabalhadores saibam e compreendam seus direitos e deverem em relação à Previdência Social.
As equipes do Programa de Educação Previdenciária do INSS estão espalhadas por todo Instituto. O PEP realiza ações em escolas, entidades, associações, participa de eventos, faz parcerias, promove capacitações direcionadas.
Fonte: https://www.inss.gov.br/inss-oferece-cursos-gratuitos-a-populacao-sobre-direitos-e-deveres-previdenciarios/

Contato: Carlos - E-mail: htlv.pet.rs@gmail.com

terça-feira, 5 de junho de 2018

ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA


Isenção do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física para Portadores de Moléstia Grave 
publicado 20/12/2017 08h00, última modificação 12/01/2018 14h46

Condições para Usufruir da Isenção

As pessoas portadoras de doenças graves são isentas do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) desde que se enquadrem cumulativamente nas seguintes situações (Lei nº 7.713/88):

1) Os rendimentos sejam relativos a aposentadoria, pensão ou reforma; e
2) Possuam alguma das seguintes doenças:

a) AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida)
b) Alienação Mental
c) Cardiopatia Grave
d) Cegueira (inclusive monocular)
e) Contaminação por Radiação
f) Doença de Paget em estados avançados (Osteíte Deformante)
g) Doença de Parkinson
h) Esclerose Múltipla
i) Espondiloartrose Anquilosante
j) Fibrose Cística (Mucoviscidose)
k) Hanseníase
l) Nefropatia Grave
m) Hepatopatia Grave
n) Neoplasia Maligna
o) Paralisia Irreversível e Incapacitante
p) Tuberculose Ativa

Atenção!

A complementação de aposentadoria, reforma ou pensão, recebida de entidade de previdência complementar, Fundo de Aposentadoria Programada Individual (Fapi) ou Programa Gerador de Benefício Livre (PGBL) e os valores recebidos a título de pensão em cumprimento de acordo ou decisão judicial, ou ainda por escritura pública, inclusive a prestação de alimentos provisionais recebidos por portadores de moléstia grave são considerados rendimentos isentos.
Também são isentos os proventos de aposentadoria ou reforma motivada por acidente em serviço e os percebidos pelos portadores de moléstia profissional.

Situações que Não Geram Isenção

I - Não gozam de isenção os rendimentos decorrentes de atividade empregatícia ou de atividade
autônoma, isto é, se o contribuinte for portador de uma moléstia, mas ainda não se aposentou;
II - Não gozam de isenção os rendimentos decorrentes de atividade empregatícia ou de atividade
autônoma, recebidos concomitantemente com os de aposentadoria, reforma ou pensão;
III - Os valores recebidos a título de resgate de entidade de previdência complementar, Fapi ou PGBL, que só poderá ocorrer enquanto não cumpridas as condições contratuais para o recebimento do benefício, por não configurar complemento de aposentadoria, estão sujeitos à incidência do IRPF,
ainda que efetuado por portador de moléstia grave.

Procedimentos para Usufruir da Isenção

Caso se enquadre na situação de isenção, o contribuinte deverá procurar o serviço médico oficial da
União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para que seja emitido laudo pericial comprovando a moléstia.
Se possível, o serviço médico deverá indicar a data em que a enfermidade foi contraída. Caso
contrário, será considerada a data da emissão do laudo como a data em que a doença foi contraída.
O serviço médico deverá indicar se a doença é passível de controle e, em caso afirmativo, o prazo de
validade do laudo.
O laudo deve ser emitido, preferencialmente, pelo serviço médico oficial da fonte pagadora, pois,
assim, o imposto já deixará de ser retido em fonte. Se não for possível, o contribuinte deverá entregá-lo no órgão que realiza o pagamento do benefício e verificar o cumprimento das demais condições
para o gozo da isenção.
Caso o laudo pericial indique data retroativa em que a moléstia foi contraída e, após essa data, tenha
havido retenção de imposto de renda na fonte e/ou pagamento de imposto de renda apurado na
declaração de ajuste anual, podem ocorrer duas situações:
I - O laudo pericial indica que a doença foi contraída em mês do exercício corrente (ex.: estamos em
abril do ano corrente e a fonte reconhece o direito à partir de janeiro do mesmo ano): o contribuinte
poderá solicitar a restituição na Declaração de Ajuste Anual do exercício seguinte, declarando os
rendimentos como isentos à partir do mês de concessão do benefício.
II - O laudo pericial indica que a doença foi contraída em data de exercícios anteriores ao corrente,
então, dependendo dos casos abaixo discriminados, adotar-se-á um tipo de procedimento:
Caso 1 - Foram apresentadas declarações em que resultaram saldo de imposto a restituir ou sem
saldo de imposto.

Procedimentos

a) Retificar a Declaração do IRPF dos exercícios abrangidos pelo período constante no laudo pericial.

b) Para as declarações até o exercício 2014 (ano-calendário 2013): Protocolizar, na Unidade de
Atendimento de sua jurisdição, o Pedido de Restituição ou de Ressarcimento referente à parcela de
décimo terceiro salário que foi sujeita a tributação exclusiva na fonte (na declaração retificadora, o
valor recebido do décimo terceiro salário deverá ser colocado também como rendimento isento e não
tributável).

OBS.: Para as declarações a partir do exercício 2015 (ano-calendário 2014), o pedido de restituição
referente ao décimo terceiro salário poderá ser feito na própria Declaração do IRPF.
Caso 2 - Foram apresentadas declarações em que resultaram saldo de imposto a pagar

Procedimentos
a) Retificar a Declaração do IRPF dos os exercícios abrangidos pelo período constante no laudo pericial.

b) Para as declarações até o exercício 2014 (ano-calendário 2013): Protocolizar, na Unidade de
Atendimento de sua jurisdição, o Pedido de Restituição ou de Ressarcimento referente à parcela de
décimo terceiro salário que foi sujeita a tributação exclusiva na fonte (na declaração retificadora, o
valor recebido do décimo terceiro salário deverá ser colocado também como rendimento isento e não
tributável).

OBS.: Para as declarações a partir do exercício 2015 (ano-calendário 2014), o pedido de restituição
referente ao décimo terceiro salário poderá ser feito na própria Declaração do IRPF.
c) Elaborar e transmitir o PER/DCOMP - Pedido de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e
Declaração de Compensação para pleitear a restituição/compensação dos valores pagos a maior que
o devido.

Atenção!
A isenção do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física por motivo de moléstia grave não dispensa o
contribuinte de apresentar a Declaração do IRPF caso ele se enquadre em uma das condições de
obrigatoriedade de entrega da declaração.

Fonte: http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/isencoes/isencao-do-irpf-paraportadores-
de-molestia-grave

Contato: Carlos - Email: htlvpet.rs@gmail.com

sexta-feira, 18 de maio de 2018

ACRÉSCIMO DE 25% NA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ


LEI 8.213 DE 24 DE JULHO DE 1991.

Art. 45. O valor da aposentadoria por invalidez do segurado que necessitar da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento).
        Parágrafo único. O acréscimo de que trata este artigo:

        a) será devido ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo legal;

        b) será recalculado quando o benefício que lhe deu origem for reajustado;

    c) cessará com a morte do aposentado, não sendo incorporável ao valor da pensão.


DECRETO Nº 3.048 DE 06 DE MAIO DE 1999.

A N E X O I
RELAÇÃO DAS SITUAÇÕES EM QUE O APOSENTADO POR INVALIDEZ
TERÁ DIREITO À MAJORAÇÃO DE VINTE E CINCO POR CENTO
PREVISTA NO ART. 45 DESTE REGULAMENTO.


          1 - Cegueira total.

        2 - Perda de nove dedos das mãos ou superior a esta.

        3 - Paralisia dos dois membros superiores ou inferiores.

        4 - Perda dos membros inferiores, acima dos pés, quando a prótese for impossível.

        5 - Perda de uma das mãos e de dois pés, ainda que a prótese seja possível.

        6 - Perda de um membro superior e outro inferior, quando a prótese for impossível.

        7 - Alteração das faculdades mentais com grave perturbação da vida orgânica e social.

        8 - Doença que exija permanência contínua no leito.

        9 - Incapacidade permanente para as atividades da vida diária.

          Contato: Carlos - Email: htlv.pet.rs@gmail.com



terça-feira, 13 de março de 2018

ACORDO COLETIVO X CONTRIBUIÇÃO SINDICAL


jUIZ DECRETA QUE APENAS SINDICALIZADOS RECEBEM BENEFÍCIOS DE ACORDO COLETIVO EM SÃO PAULO

O Juiz Eduardo Rockenbach, da 30ª Vara do Trabalho de São Paulo, sentenciou como inaplicável as vantagens negociadas em Acordo Coletivo de Trabalho para empregados não sindicalizados. Ou seja, de acordo com a sentença do juiz, o trabalhador que não contribui com o sindicato não deve receber em sua folha de pagamento as vantagens negociadas em Acordo Coletivo. Segundo o juiz, “se é certo que a sindicalização é faculdade do cidadão, não menos certo é que as entidades sindicais devem ser valorizadas e precisam da participação dos trabalhadores da categoria inclusive financeira, afim de sem manterem fortes e aptas a defenderem os interesses comuns”.
No caso em questão, o juiz afirma que “já que o autor não concorda em contribuir com o sindicato é justo que também não aufira as vantagens negociadas por este em favor da categoria profissional”.

QUEM NÃO CONTRIBUIU COM O SINDICATO, NÃO TEM DIREITO AO BENEFÍCIO DO ACORDO.

Fonte: http://www.simec.com.br/?area=ver_noticia&id=5339&titulo=juiz-decreta-que-apenas-sindicalizados-recebem-beneficios-de-acordo-coletivo-em-sao-paulo

Contato: Carlos - E-mail: htlv.pet.rs@gmail.com

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

IPVA ISENÇÃO VEÍCULO USADO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO RS


IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) Portadores de deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas.

DESCRIÇÃO DO SERVIÇO

IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) - Solicitação de Isenção - Portadores de deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas.

RESTRIÇÕES:
1- Somente se aplica ao veículo automotor cujo valor médio de mercado não seja superior ao equivalente a 5.094 (cinco mil e noventa e quatro) Unidades Padrão Fiscal do Estado do Rio Grande do Sul − UPF-RS. O limite para o ano de 2017 é de  R$ 93.078,58;

2- Limitada a um veículo por beneficiário.

USUÁRIO
Pessoa Física.

PRAZO PARA REALIZAÇÃO DO SERVIÇO
Até 10 (dez) dias úteis.

FORMA DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO
Presencial.

No interior do Estado, dirija-se à unidade de atendimento da Receita Estadual à qual se vincula o estabelecimento do contribuinte.

Em Porto Alegre/RS, dirija-se à 1ª DRE - Agência IPVA - Rua Siqueira Campos, 1044, Porto Alegre -Atendimento Geral (51) 3214-5000

Antes de deslocar verifique no site da Sefaz RS os locais e horários de atendimento das Unidades da Receita Estadual:

LOCAIS DE ATENDIMENTO.

DOCUMENTAÇÃO:

1- Cópia do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (veículo usado) ou Nota Fiscal de aquisição (veículo novo);
2- Comprovante de assinatura do proprietário (documento de identificação);
3- Comprovante de assinatura e da capacidade de representação do requerente, quando o proprietário for incapaz.

DEFICIENTE FÍSICO CONDUTOR:

1- Formulário de solicitação de Isenção IPVA disponível no site da Sefaz RS (http://www.fazenda.rs.gov.br/busca=isen%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520de%2520ipva);

2- Laudo de perícia médica fornecido pelo DETRAN do domicílio do interessado, que especifique o tipo de deficiência física;

3- No caso de veículo USADO, Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

DEFICIENTE FÍSICO OU VISUAL NÃO CONDUTOR:

1- Formulário de solicitação de Isenção IPVA disponível no site da Sefaz RS (http://www.fazenda.rs.gov.br/busca=isen%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520de%2520ipva);

2- Cópia do laudo apresentado à Secretaria da Receita Federal do Brasil para concessão da isenção de IPI ou, na hipótese de veículo usado, Laudo de avaliação – Anexo J7 (clique aqui), que especifique o tipo de deficiência física ou visual, emitido por prestador de serviço público de saúde, ou de serviço privado de saúde, contratado ou conveniado, que integre o Sistema Único de Saúde (SUS), conforme Anexo V do Convênio ICMS 38/12 (clique aqui);

3- No caso de veículo USADO, Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

DEFICIENTE MENTAL OU AUTISTA:

1- Formulário de solicitação de Isenção IPVA disponível no site do Sefaz RS (http://www.fazenda.rs.gov.br/busca=isen%25C3%25A7%25C3%25A3o%2520de%2520ipva);

2- Laudo de Avaliação emitido em conjunto por médico e psicólogo, nos formulários específicos conforme Anexos III e IV do Convênio ICMS 38/12 (clique aqui), seguindo os critérios diagnósticos constantes da Portaria Interministerial nº 2, de 21 de novembro de 2003, do Ministro de Estado da Saúde e do Secretário Especial dos Direitos Humanos, ou outra que venha a substituí-la, emitido por prestador de serviço público de saúde, ou de serviço privado de saúde, contratado ou conveniado, que integre o Sistema Único de Saúde (SUS), conforme Anexo V do Convênio ICMS 38/12 (clique aqui);

3- No caso de veículo USADO, Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

Fonte: http://receita.fazenda.rs.gov.br/conteudo/6948/portadores-de-deficiencia-fisica%2c-visual%2c-mental-severa-ou-profunda%2c-ou-autistas

Contato: Carlos - Email: htlvpet.rs@gmail.com

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

ODONTOLOGIA E O HTLV


Doenças bem diferentes – como disfunções urinárias e erétil, artropatias (dores nas articulações) e doença periodontal crônica (que provoca sangramentos nas gengivas e perda óssea bucal) – podem ter, em certos casos, uma causa comum: o HTLV-1, um vírus da mesma família do HIV que ataca um tipo de célula fundamental do sistema imunológico (o sistema de defesa do corpo humano), a chamada “célula T”. A descoberta da relação entre o vírus e essas doenças é um dos principais resultados do trabalho que vem sendo realizado desde 2008 pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Doenças Tropicais – o INCT-DT, coordenado pelo professor Edgar Marcelino, da UFBA, que envolve 14 pesquisadores das universidades federais da Bahia, Minas Gerais (UFMG) e Rio Grande do Norte (UFRN), e da estadual de São Paulo (USP). 

Essa descoberta é importante porque o HTLV-1 (um dos dois tipos do vírus linfotrópico da célula T humana, na tradução da sigla em inglês), isolado em 1980, era identificado como causador de apenas duas doenças: a leucemia (um tipo de câncer que ataca os leucócitos) e a mielopatia (doença que causa paralisia dos membros inferiores) – que só ocorrem em cerca de 5% dos casos de infecção pelo vírus. Através da comparação entre os sintomas de pessoas portadoras do vírus, mas que não haviam desenvolvido leucemia ou mielopatia, com o perfil de não infectados, os pesquisadores do INCT-DT observaram que mais de 50% dos infectados manifestavam disfunções urinárias ou erétil, artropatia, doença periodontal e secura nos olhos e na boca (a chamada síndrome seca). Ou seja: o HTLV-1 é muito mais perigoso do que se imaginava. 

“Como só estava associado a duas doenças, e restrito a 5% dos casos de infectados, o HTLV-1 era considerado um vírus de ‘baixa morbidade’ [com baixo potencial de provocar doenças]. Por isso, tem sido um vírus negligenciado, tanto que, mesmo tendo sido descoberto antes do HIV, ainda não possui nem cura, nem tem o arsenal de medicamentos para tratamento que o HIV já tem”, explica Marcelino. Para o pesquisador, embora ainda se esteja longe de chegar a uma cura da infecção, a descoberta aponta para a necessidade de intensificar as pesquisas no sentido de identificar drogas capazes de matar o vírus e de moléculas que combatam os sintomas dessas doenças, reduzindo a resposta inflamatória exagerada associada ao HTLV-1. 

Dois artigos científicos publicados em periódicos internacionais por pesquisadores do INCT-DT apontam essa necessidade: 
1) “Schistosoma Antigens Downmodulate the in vitro Inflamatory Response in Individuals Infected with Human T Cell Lymphotropic Virus Type 1” [Antígenos de Xistosoma reduzem a resposta inflamatória em indivíduos infectados com HTLV-1], na revista Neuro Imuno Modulation, em junho de 2013; e 
2) “Neurological Manifestations in Human T-Cell Lymphotropic Virus Type 1 (HTLV-1)” [Manifestações neurológicas em portadores de HTLV-1], na revista Clinical Infectious Diseases, em abril de 2015. 

Segundo Marcelino, Salvador é, entre as capitais brasileira, a que apresenta maior número de infectados pelo HTLV-1. O acompanhamento de pacientes portadores do vírus é realizado no ambulatório multidisciplinar do Hospital Universitário Edgard Santos (o Hupes, Hospital das Clínicas) em Salvador – atualmente, cerca de 600 pessoas infectadas pelo vírus são atendidas e monitoradas pela equipe do professor Marcelino. 

Fonte: http://www.edgardigital.ufba.br/?p=1727 

Contato: Carlos - E-mail: htlv.pet.rs@gmail.com